European Society for Hyperthermic Oncology: ESHO 2014

Intervenção Andromedic – Dr. Salvatore Conte

No congresso ESHO 2014, o Dr. Salvatore Conte anunciou um marco importante para a equipa de hipertermia da Andromedic: o fabrico e entrega bem-sucedidos de 25 dispositivos de hipertermia local profunda HyDeep 600WM em apenas 18 meses, com 40 unidades adicionais destinadas ao mercado da Índia.

Estudos Clínicos Apresentados: HyDeep 600WM Hipertermia Oncológica Avançada

1. Quimiorradioterapia + Hipertermia + Braquiterapia HDR para LACC

OBJETIVOS: Investigar os resultados da combinação de cisplatina semanal e hipertermia local profunda com IMRT seguida de BRT para o carcinoma do colo do útero localmente avançado (LACC).

MATERIAIS E MÉTODOS:

  • Grupo de doentes: 8 doentes (3 estádio IIB, 1 IIIB, 2 NEI, 3 LRCC).
  • Protocolo: 50.4 Gy nos gânglios linfáticos pélvicos com SIB no GTV (total de 61.8 Gy) em 28 frações. Dose de BRT: 21 Gy em 3 frações.
  • Terapia concomitante: Cisplatina semanal 40mg/m² + HT uma vez por semana.

RESULTADOS E CONCLUSÕES:

ALCANÇADO 100% DE CONTROLO LOCAL. Não foi observada qualquer toxicidade aguda ou tardia de grau 3 a 4 relacionada com o tratamento.

“A adição da hipertermia local profunda à quimiorradioterapia representa uma nova estratégia promissora com excelente tolerância.”

2. Estudo de Viabilidade (Caso-Controlo) – Hipertermia Local Profunda – Andaluzia, Espanha

Introdução: O primeiro ensaio clínico em Espanha a combinar a hipertermia local profunda com tratamentos oncológicos padrão no sistema público de saúde.

Desenho do estudo: Estudo prospetivo de caso-controlo. 293 doentes no total (97 em fase ativa vs 196 controlos). 9 localizações tumorais.
Parâmetros do tratamento: 10 sessões (2-3/semana), duração de 1 hora, 150W–400W utilizando o dispositivo de hipertermia modulada HyDeep 600WM.

Dados preliminares (subgrupo de 22 doentes):

  • Glioblastoma (2c)
  • Cabeça e Pescoço (7c)
  • Reto Pré-operatório (3c)
  • Cancro da Mama (3c)
  • Pulmão (NSCLC – 11c)
  • Próstata (4c)
  • Colo do Útero e Metástases
81.2%
ALTA TOLERÂNCIA
Doentes satisfeitos ou muito satisfeitos
66.6%
TOXICIDADE ZERO
Nenhum efeito adverso reportado

CONCLUSÃO: A hipertermia local profunda é viável nos cuidados hospitalares públicos de rotina sem recursos extraordinários. A seleção adequada dos doentes garante uma toxicidade mínima (Grau 1).

Descarregar Protocolo Completo do Estudo (PDF)

Posters Científicos e Documentação ESHO